De que maneira escritórios de advocacia e departamentos jurídicos podem obter um conhecimento profundo sobre seus processos no Judiciário? A resposta é: com análise de dados.

Como assim, análise de dados? Essa, muito provavelmente, é a próxima pergunta que vem à cabeça. É até muito natural que ela surja. Afinal, embora ainda existam escritórios de advocacia e departamentos jurídicos utilizando softwares para obter um número maior de informações a respeito de ações judiciais, essa inteligência de dados ainda é algo novo. Portanto, nem todos, ainda, estão familiarizados com ela.

O fato é que já há algum tempo um número cada vez maior de profissionais de advocacia tem entendido que o trabalho de profissionais do Direito não é mais apenas atender a litígios ou elaborar peças jurídicas. Há um papel muito mais estratégico a desempenhar e a análise de dados é peça fundamental desse novo momento da advocacia.

O que a análise de dados pode fazer a departamentos jurídicos?

Por meio da análise de dados, os departamentos jurídicos podem saber quais são as estratégias dos seus concorrentes. Isso somente pela busca e averiguação das informações levantadas pelos dados.

Tipos de processos, tempo de tramitação, número de processos julgados procedentes, localização geográfica da maior quantidade de processos, vara em que tramita o maior volume de processos, argumentos apresentados nos documentos jurídicos de teses vencedoras. Tudo isso pode ser descoberto e estudado a partir da análise de dados jurídicos.

São informações que contribuem para que departamentos jurídicos mantenham-se sempre atualizados em seu segmento de atuação. Ainda mais considerando que é essencial que conheçam muito bem as informações jurídicas e até financeiras dos processos em que a empresa está envolvida.

A análise de dados, inclusive, levanta os valores totais pagos em cada tipo de ação judicial em um determinado período. Com isso, o empreendimento consegue ter uma perspectiva do montante que pode ser necessário destinar ao pagamento de acordos ou indenizações.

Sendo assim, a análise de dados colabora não só com a gestão do departamento jurídico, como também com a gestão da empresa como um todo, que consegue gerir o negócio, extraindo os melhores resultados.

Como a análise de dados pode ser usada em escritórios de advocacia?

A análise de dados gera acesso a diferentes informações. Escritórios de advocacia podem usar essa variedade de conhecimento para elaborar estratégias mais assertivas para cada cliente.

Podem, ainda, ir além e mostrar-se extremamente proativos e preocupados com a sustentabilidade do negócio. Principalmente quando conseguem verificar quanto o cliente destinou de seus recursos financeiros para cada processo, qual o montante que isso representa em um determinado período e identificar um padrão para a empresa poder organizar o fluxo de caixa sem que surjam dispêndios inesperados.

Ao compilar as informações existentes nos processos, por meio da análise de dados, escritórios de advocacia ampliam sua visão das movimentações e decisões acerca do rumo dos processos. Geralmente, quando vistas isoladamente, essas informações aparentam ter pouca importância. Mas, observadas com amplitude, demonstram tendências e o que, da rota jurídica traçada, precisa ser realinhado para trilhar o caminho esperado.

É por essas e outras possibilidades que há escritórios de advocacia e departamentos incorporando a sua rotina advocatícia a cultura data driven. Mesmo equipes jurídicas tornam-se mais assertivas quando podem contar com os dados como guia do planejamento jurídico para buscar os melhores resultados para os clientes.

Passos fundamentais para iniciar o uso da análise de dados

Escritórios de advocacia e departamentos que entendem a importância da análise de dados para o negócio e procuram uma forma de averiguar informações analíticas dos processos precisam seguir alguns passos para iniciar o uso da análise de dados.

1. Estruturar a nova área

Em muitos escritórios e departamentos, não existe uma área formal de análise de dados. Criar essa área, mais do que delegar a função a uma só pessoa, é um passo importante. O ideal é que ela exista formalmente e conte com profissionais com conhecimentos multidisciplinares, que variam de Direito a estatística.

Caso não dê para começar dessa forma, o mínimo, então, é haver uma pessoa com dedicação exclusiva à coleta, compilação e análise dos dados. Essa função, em vários negócios jurídicos, cabe à Controladoria ou Controller do escritório de advocacia.

2. Escolher as ferramentas certas

Não é incomum escritórios de advocacia e alguns departamentos jurídicos usarem planilhas para compilar os dados e gerar os gráficos. Isso se deve, em parte, por uma questão de hábito. Como sempre foi feito dessa forma e sempre funcionou, nenhuma outra maneira foi testada.

A questão é que profissionais de advocacia que querem instituir e ser agentes da cultura de dados precisam evoluir a maneira como realizam a busca e fazem a análise desses dados. Até porque, confiar apenas na capacidade humana de lembrar de registrar um dado de um processo, para ele poder ser visto de forma abrangente, pode implicar em erro.

Já que o escritório ou departamento preocupa-se em estruturar uma nova área, contar com a tecnologia para auxiliar na análise de dados é o próximo passo. Softwares desenvolvidos somente para reunir e gerar uma análise de dados correta não só fazem isso mais rápido do que um profissional de advocacia como, ao assumir a responsabilidade, eliminam a ausência de tempo e a ocupação de um profissional de advocacia com uma tarefa que pode ser facilmente automatizada, com retornos mais assertivos e mais rápidos.

3. Engajar os profissionais

Sinceramente, de nada adiante ter a área estruturada, um software para a análise de dados, e nada disso ser usado pela equipe. Em um cenário assim, a tendência é a área se desestruturar e ter um software para não ser usado. Provavelmente, não é esse o objetivo quando se vê valor na análise de dados. Por essa razão, engajar os profissionais para compreender o quão estratégica é a nova área é o principal.

A análise de dados, por si só, não faz nada. É preciso que haja um ou mais profissional de advocacia interessado em olhar as informações geradas por intermédio dos dados e disposto a por em prática os insights fornecidos por essas informações.

A maneira de conseguir isso é mostrando, na prática, como a análise de dados pode contribuir para um dia a dia mais dinâmico, gerar mais produtividade e aumentar as margens. O Convex Legal Analytics, por exemplo, realiza demonstrações para equipes de profissionais de advocacia para aproximar a realidade dos dados à do escritório de advocacia ou departamento jurídico. Falar com um especialista é o caminho para conduzir a equipe para a era dos dados na advocacia.