Uma dúvida muito comum para os profissionais da advocacia empresarial e de departamentos jurídicos é a diferença entre Business Intelligence (BI) e Legal Analytics. Basicamente, Legal Analytics é a aplicação do BI na área jurídica. Ou seja: são soluções que utilizam os dados de forma a apresentar insights que vão ajudar os advogados e gestores jurídicos a definirem as melhores estratégias.

Vivemos na Era da Informação. A operação das organizações está cada vez mais digitalizada, com os múltiplos sistemas dos vários setores integrados entre si. Disso se produz um acervo de dados, que se forem bem estruturados e apresentados, podem gerar insights importantes para a tomada de decisão estratégica.

O Business Intelligence é um processo já consolidados em áreas como gestão, operação, marketing e comercial. Antes, o normal eram decisões estratégicas baseadas em intuição e experiência dos gestores. Agora, o BI possibilita que elas sejam feitas baseadas em dados e indicadores.

Mais recentemente, com a digitalização das instituições da Justiça, com o advento do processo eletrônico, tornou-se possível aplicar o BI ao setor jurídico. Essa novidade possibilitou que os escritórios de advocacia que atendem organizações e os departamentos jurídicos passassem a contar com soluções para estratégia e tomada de decisões baseadas em dados.

Para entender melhor a diferença entre Business Intelligence e Legal Analytics, vamos abordar separadamente o contexto de cada um dos conceitos.

O que é Business Intelligence?

Business Intelligence (IB), é um processo orientado pela tecnologia para organização, análise e apresentação de dados de forma a auxiliar a tomada de decisão dos gestores das organizações. Assim, o BI não se resume apenas a um dashboard com gráficos e indicadores. Inclui, na verdade, soluções que abrangem desde a integração, coleta e mineração de dados, até a melhor forma de apresentá-los.

Vale ressaltar que o BI não é algo novo, produto da disseminação de disciplinas como Inteligência Artificial e Big Data. Na verdade, surgiu pela primeira vez em 1958, em um artigo escrito pelo cientista da computação Hans Peter Luhn, da IBM. O texto, “A Business Intelligence System” (“Um sistema de inteligência de negócios”) propunha um sistema para disseminar informações para os variados setores de uma organização.

Todavia, o BI só passou a ser verdadeiramente disseminado a partir da década de 1970, com o avanço nas tecnologias de armazenamento de dados. E popularizou-se definitivamente em 1989, quando o analista da Gartner Howard Dresner utilizou o termo para abrigar processos e sistemas conhecidos de armazenamento e análise de dados.

Atualmente, as soluções de BI mais avançadas contam com tecnologias inovadoras como Inteligência Artificial, Ciência de Dados e Big Data. Com isso, aumentam o poder de coletar, armazenar e apresentar dados de diversas fontes, sejam elas internas ou externas. O Business Intelligence moderno possibilita que as organizações, entre outras ações:

  • Identifiquem custos sobressalentes;
  • Descubram novas oportunidades de negócios;
  • Tenham acesso mais rápido a relatórios;
  • Reajam mais rapidamente às demandas de negócios;
  • Identifiquem os gargalos e otimizem a operação;
  • Tomem melhores decisões jurídicas (Legal Analytics).

O que é Legal Analytics?

Como já falamos, Legal Analytics é a aplicação do BI no setor jurídico. Assim como a gestão da empresa consegue identificar excesso de gastos na operação por meio de dados, o departamento jurídico consegue estabelecer melhores estratégias em contencioso, consultivo e até mesmo no provisionamento.

O Legal Analytics só passou a ser melhor desenvolvido a partir da digitalização das instituições do Judiciário. Com a chegada do processo eletrônico nos Tribunais, foi possível criar soluções que integrassem os dados processuais de uma Corte com o acervo de processos de uma empresa. Assim, é possível aos profissionais da advocacia empresarial contarem com análises mais sofisticadas em volumetria e jurimetria, por exemplo.

Não apenas isso. Uma ferramenta robusta de Legal Analytics, como o Convex, proporciona aos escritórios de advocacia e departamentos jurídicos:

  1. A diminuição do tempo para obter informações e formular estratégias;
  2. O surgimento de novos insights para a tomada de decisões;
  3. O aumento na geração de receitas;
  4. Um menor custo nas operações;
  5. A otimização da gestão dos processos;
  6. A padronização das análises ;
  7. A eliminação de possíveis erros na geração de informações
  8. A redução do tempo dedicado às tarefas burocráticas.

Com tudo o que o Legal Analytics é capaz, o que sobra ao advogado é mais tempo para  focar no que é realmente importante na advocacia e no departamento jurídico: a análise processual, o atendimento aos clientes e a prospecção de novos negócios.

Conclusão

Legal Analytics é o Business Intelligence aplicado ao setor jurídico. E por BI, não falamos apenas em dashboards e relatórios de indicadores, mas em toda a operação de armazenar, integrar, minerar, disponibilizar e exibir os dados estratégicos da organização. Com isso, é possível tomar as melhores decisões estratégicas e operacionais com base em informações sólidas, não apenas na intuição. E isso se aplica nos departamentos jurídicos: soluções como o Convex Legal Analytics ajudam os profissionais jurídicos a elaborarem as melhores ações para o contencioso, o consultivo e o provisionamento jurídico, entre outras funções.